
Ainda vou entender essa minha mania de deixar tudo pros 47 do segundo tempo! Que coisa mais feia, gente! Acreditam que eu estava com a minha declaração de Imposto de Renda semi-feita desde que o programa para 2004 foi disponibilizado. Pensei com meus botões (eita expressãozinha antiga!): Esse ano tudo vai ser diferente, vou fazer e entregar a declaração logo nos primeiros dias pra poder receber a restituição bem rapidinho. Mera ilusão! Deixei a bichinha quase toda feitinha, só faltando acrescentar alguns CNPJs. Pois bem: somente hoje eu fui terminar a dita cuja e enviar pela internet.
Agora vou listar aqui tudo que essa atitude de acomodação me rendeu:
- Noite de sono mal-dormida - Acordei antes das 3 da matina e não conseguia mais pregar o olho, de tão preocupada que estava com a declaração que ainda iria terminar quando chegasse ao trabalho.
- Um dia inteiro de dor de cabeça - Sabe aquela dorzinha enjoada que fica perturbando o dia inteiro? Não era dor forte, mas aquela coisinha chata que faz questão de ficar te lembrando o tempo todo: "Estou aqui, ó!"
- Stress desnecessário pelo fato de não saber se iria conseguir terminar a declaração e ainda se o tráfego na internet iria permitir que eu a enviasse a tempo.
- Minha restituição, como sempre, só virá no último lote.
Por que será que sempre acabo fazendo de tudo pra complicar minha própria vida? Alguém de vocês também tem essa mania de auto-boicote? Que tal compartilhar aqui as suas dificuldades em relação à administração do tempo e a essa mania de deixar para amanhã o que deveria ser feito hoje?
Um beijo, boa noite e durmam bem!
Hoje recebi por e-mail este belo texto de Mário Prata e por achar que tem a cara do nosso blog, resolvi compartilhar com vocês! Não sei se todo mundo vai concordar com ele, mas fiquei lisonjeada!
Aí vai!
"Não tenho estatísticas em mãos e nem sei se existe alguma coisa a respeito das mulheres dos 40 aos 50 ou mais, sobre seu estado civil.
Mas, se eu for pensar em minhas amigas que estão por aí, posso afirmar que a grande maioria está separada, e com filhos. E achando que nunca mais vão conseguir outro homem. E se acham horrorosas.
Como eu sou de uma faixa um pouquinho acima, vou meter meu bedelho. Eu dizia que elas se acham acabadas. Por que elas não se consideram achadas?
As mulheres de 40/50 ou mais têm várias vantagens.
A primeira é que já tiveram os filhos que tinham de ter e a gente não precisa se preocupar com a possibilidade de elas quererem mais um, justamente com a gente, que não está mais a fim de trocar fralda, ir à reunião de pais e filhos e vigiar a maconha na adolescência.
Esta parte elas já resolveram.
Outra vantagem é que elas sabem que Cinema Novo não é aquele cineminha que inauguraram outro dia no shopping. Cantam as músicas dos Beatles com a gente e também não sabem muito bem que quem são Oasis. Lembram até da Copa de 1970, no México, e algumas delas chegaram a ver o Pelé jogar. Sabem até a medida da Marta Rocha.
Sexualmente sabem tudo. E como. Tiveram mais homens que possa imaginar nossa filosofia. Aquele negócio de ter orgasmo assim ou assado (assado é péssimo) elas já resolveram há mais de uma década. E já viveram o suficiente para se dar ao luxo de filosofar sobre a vida, sem aquelas bobagens que as meninas de 20 pensam e dizem e, às vezes, até escrevem em diário.
Neste momento, o computador acaba de me avisar que chegou uma mensagem nova. Fui olhar e era mais uma daquelas perguntando se eu quero aumentar o tamanho de meu pênis. Tem até a foto de um aparelho que "infla". Você já pensou, na hora de fazer sexo, vc abrir o guarda-roupa, tirar aquela geringonça (a máquina, não a sua) e dizer: um momentinho que você vai ver o que é bom pra tosse!?
Não, as mulheres de 40/50 ou mais há muito tempo deixaram de se preocupar com o tamanho da geringonça. Com elas é "menas" preliminar e mais ação.
A mulher de 40/50 ou mais vai direto ao assunto. Elas já perceberam que podem comer, e não apenas dar. As mulheres de 40/50 ou mais comem como gente grande, comem como homem. E a gente dá, com prazer.
A mulher de 40/50 ou mais já tomou aqueles porres memoráveis de quando tinha trintinha. Ela sabe beber.
Ah, a mulher de 40/50 ou mais no verão chega a seu esplendor debaixo do sol. Sabe a medida certa de sua cor e de seu suor. Sai da água como se saísse de um aquário, como se desfilasse em cima da água.
Não acampa mais, nem fica em pousada sem internet. A mulher de 40/50 ou mais sabe onde quer ficar. Gosta de um confortinho.
Enfim, a mulher de 40/50 ou mais sabe tudo e não está nem aí.
Por que então você sofre, mulher? O mundo não está perdido, está achado.
Você é o melhor papo da praça. Você é o que há".
(Texto de Mário Prata que me foi gentilmente enviado pela minha amiga-koala Clau! - Valeu, Claudinha!)
Pára o mundo que eu quero descer!
Refletindo sobre o post de ontem, chego à conclusão de que o mundo anda mesmo muito louco. E me assusta a velocidade com que a mudança interior das pessoas e da configuração geral das coisas vem acontecendo. Há muito pouco tempo atrás tudo era muito diferente. Sem saudosismo e sem querer ser piegas, é muito triste constatar que as famílias já não são mais aquele ícone de respeito que eram no passado. Difícil na minha adolescência imaginar um pai matando um filho, uma filha encomendando o assassinato dos próprios pais. Existia muita hipocrisia, é verdade. Muito casal que fingia ser feliz sem ser, em prol única e exclusivamente da necessidade de se manter as aparências, mas com certeza, existia também muito mais respeito e consideração entre as pessoas.
Onde vamos parar? Até onde vai essa loucura? Me lembro que na minha adolescência (e eu nem sou tão velhinha assim), pai tinha que ser chamado de "senhor", ninguém ousava contestar a autoridade de pai e mãe, palavrão era coisa proibida dentro de casa. Nada contra o palavrão bem empregado, mas a sensação que tenho é que o uso dele cresceu na mesma medida em que cresceu a falta de respeito dentro das casas. Será que estou errada?
Bom, eu quero ter esperanças! Me recuso a achar que estamos nos encaminhando para o fim dos tempos ou coisa parecida. Preciso acreditar nisso porque tenho dois filhos pequenos e se eu não crer, enlouqueço! Vamos esperar que um dia esse ciclo de insanidades se complete e as coisas entrem nos eixos. Será?
Bom dia para todos!
Sobre a descartabilidade do mundo atual

Hoje eu quero falar sobre a maneira como as pessoas descartam-se umas às outras no mundo em que vivemos. Com o advento da internet, acho que as relações de forma geral ficaram simplificadas (no sentido pejorativo da coisa). Senta-se à frente do monitor, entra-se numa sala de bate-papo e escolhe-se um determinado nick com o qual se simpatizou para teclar. Note bem: a simpatia é pelo nick e não pela pessoa. Até então você nem sabe de quem se trata, não sabe o que existe por trás daquele apelido. Aquele nick pode ser tudo e pode ser nada, pode ser qualquer pessoa, pode ser um louco, um burro, um bandido, um marginal. Mas o que fazer se você simpatizou justamente com o "LoucoDeAmor-RJ"?
Começam então o "chat". Do corriqueiro "De onde tc?" partem para uma conversa mais profunda, ela começa a contar sobre todos os relacionamentos que já teve, relata toda a sua vida a alguém que sequer conhece. Ao final de uma quinzena já se julgam íntimos e totalmente apaixonados. Ele julga saber tudo sobre ela. Ela espalha para as amigas que finalmente encontrou o homem de sua vida. E aí? Caminham pro final feliz? Ao que tudo indica, sim. Mas a vida não é assim tão óbvia. Finalmente conhecem-se pessoalmente. O primeiro encontro deixa a ambos meio encabulados, meio sem saber o que dizer. Mas como não saber o que dizer se através da internet e até mesmo pelo telefone o papo simplesmente fluía e o assunto nunca se esgotava? Fácil a resposta: É que quando o negócio é "olho no olho" nem sempre a química funciona da mesma maneira. Simples assim. Mas como ninguém é de ferro, pinta o primeiro beijo. As primeiras carícias. E você se sente no mínimo estranha acariciando um homem que nunca tinha visto. Mas os hormônios falam mais alto e finalmente tudo acontece.
Primeiro encontro, primeira noite de amor... Ele te faz mil elogios, te acha uma mulher maravilhosa, diz que você é muito melhor pessoalmente do que pelas fotos. Vem a banalização do "euteamo". Todo aquele "amor" dura um mês. Ao final de exatos 30 dias, os telefonemas começam a escassear. Ele já não te fala mais as coisas que você tanto gostava de ouvir. Já não se encontram com a mesma freqüência. Onde foi parar toda aquela simbiose? Ela sofre com isso, mas paralelamente volta a freqüentar as salas de bate-papo, pois é melhor garantir o próximo namorado, já que sente estar em vias de perder o atual. Na lista surge o "InconseqüenteDoLeblon-38" e iniciam um bate-papo no mesmo estilo do anterior. Ele, por sua vez, já havia conhecido outra sirigaita com a qual já vinha se encontrando antes mesmo do romance com você terminar.
Assim como nos relacionamentos afetivos, as pessoas andam descartando também as amizades. Aliás, hoje descarta-se tudo: copos, pratos, talheres. Descarta-se garrafas, papéis, sacos plásticos. Descarta-se namorados, maridos, esposas e paqueras. Descarta-se até pai e mãe, filho e filha. Descarta-se a amizade e descarta-se o amor com a mesma facilidade com que se descarta um preservativo usado. A oferta de tudo é muito grande – as pessoas sabem que descartam-se aqui e logo se substitui o que foi descartado ali na frente. Não importa se a troca será melhor ou pior, isso se vê depois.
Nunca foi tão fácil conhecer pessoas. Nunca foi tão fácil descartar relacionamentos.![]()
A autora do blog quer deixar claro que a frase acima não é de sua autoria e nem tampouco expressa seu pensamento.![]()

Ontem, no almoço, estive conversando com uma amiga minha. Pessoa interessante, culta, viajada, bom papo. Mulher madura e de bom gosto, porém... sozinha. Como todas nós, já teve alguns relacionamentos no passado, já conheceu caras legais, outros nem tanto. Agora está literalmente sozinha. E como não poderia deixar de ser, chateada com a situação em que se encontra, pois sente falta de carinho, de colo, de companhia. Assim como ela, muitas outras estão nessa mesma situação. E aí vem a pergunta: Está faltando homem "no mercado"? Mudaram as mulheres, mudaram os homens ou mudaram ambos e agora não se encontram mais? Cadê a famosa "metade da laranja" dessas mulheres cultas, bonitas e inteligentes?
Penso comigo mesma e concluo que talvez apenas as mulheres maduras estejam vivenciando esse período de "entressafra masculina", mas imediatamente me lembro das minhas sobrinhas, das filhas das minhas amigas, das colegas mais jovens. A grande maioria sozinha! Gente, assim não dá! Onde estão os homens do meu Brasil? Uma grande amiga tinha uma teoria: Metade dos homens é gay. Na outra metade há que se excluir os casados, os drogados, os bandidos, os traficantes, os psicopatas. O que sobra realmente é muito pouco. ![]()
Pesquisando o outro lado da moeda, ouço amigos meus que estão disponíveis dizendo que não encontram mulheres que queiram um relacionamento sério. Outros dizem que as mulheres são chatas, que pegam no pé, que fazem cobranças cedo demais. Alguns dizem que as mulheres são exigentes demais e que costumam querer "apenas" que o cara seja lindo, musculoso, rico, atleta sexual e que, de quebra, pague todas as contas. Será isso mesmo?
Bom, exageros à parte, se elas estão sozinhas e eles também, porque estas duplas nunca se encontram por aí? Deixem aqui nos comentários suas impressões sobre este assunto, para que possamos chegar a alguma conclusão.
Hoje, assim como em todos os dias, amanheci querendo tudo de bom pra mim. Vida saudável, esportes, comidinha regrada, muitas folhas, saladinhas, caminhadas, enfim, tudo que me faria viver mais 10 anos além do que está programado no meu prazo de validade. Durante o dia, porém, parece que essa vontade vai se diluindo em meio as atribulações do dia e tudo que eu havia previsto fazer vai ficando cada vez mais distante. Me prometo sair do trabalho no horário certo para estar mais tempo com meus filhos e simplesmente não consigo. Chego a achar que sofro de algum distúrbio de dupla personalidade, porque parafraseando Oswaldo Montenegro, metade de mim é equilibrada e a outra metade é completamente irracional.
Um dia ainda vou entender porque não consigo, ao final do dia, pensar exatamente como pensava às 7 da manhã.
Boa noite!
Assédio moral: Alguém sabe o que significa isso?
Hoje, vindo para o trabalho, ouvi no rádio do carro uma entrevista com uma advogada que falava sobre o assunto em questão. Segundo palavras dela, assédio moral é algo relativamente novo no âmbito do direito e eu achei interessante pesquisar sobre o assunto. Para quem, assim como eu, ainda não está por dentro do assunto, aí vai um texto que achei no site www.assediomoral.org:
O que é assédio moral?
Assédio moral ou Violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.
A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto. Tema da sua dissertação de Mestrado em Psicologia Social, foi defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ SP, sob o título "Uma jornada de humilhações".
A primeira matéria sobre a pesquisa brasileira saiu na Folha de São Paulo, no dia 25 de novembro de 2000, na coluna de Mônica Bérgamo. Desde então o tema tem tido presença constante nos jornais, revistas, rádio e televisão, em todo país. O assunto vem sendo discutido amplamente pela sociedade, em particular no movimento sindical e no âmbito do legislativo.
Em agosto do mesmo ano, foi publicado no Brasil o livro de Marie France Hirigoyen "Harcèlement Moral: la violence perverse au quotidien". O livro foi traduzido pela Editora Bertrand Brasil, com o título Assédio moral: a violência perversa no cotidiano.
Atualmente existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país. Vários projetos já foram aprovados e, entre eles, destacamos: São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No âmbito estadual, o Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei.
O que é humilhação?
Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.
E o que é assédio moral no trabalho?
É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o 'pacto da tolerância e do silêncio' no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, 'perdendo' sua auto-estima.
O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do 'novo' trabalhador: 'autônomo, flexível', capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar 'apto' significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.
A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do 'mal estar na globalização", onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.
(*) ver texto da OIT sobre o assunto no link:
http://www.ilo.org/public/spanish/bureau/inf/pr/2000/37.htm
Fonte: Barreto, M. Uma Jornada de Humilhações. 2000 PUC/SP
Segunda-feira sempre traz uma preguicinha, uma vontade de ficar mais tempo na cama. Segunda-feira é aquele dia que não deveria existir no calendário. Por que não sair do domingo e entrar direto na terça-feira? Terça-feira é aquele dia anestesiado, dia em que as coisas ainda não começaram a acontecer, mas onde já existe uma consciência de que é hora de dar aquela chacoalhada básica porque o final de semana acabou. Sabe como é? Na realidade, acho que só mesmo na quarta-feira é que a semana começa pra valer... ![]()

No post anterior eu falei sobre as montanhas que avisto da minha varanda. Lindas, verdinhas e ainda graciosamente tomadas pela natureza exuberante do meu bairro. Isso me fez lembrar de outro dia em que, passando de carro pelas "beiradas" do Alto da Boa Vista, na Barra da Tijuca, fiquei muito chateada com o que vi: Inúmeras favelas já inteiramente formadas em plena reserva ecológica e em outros pontos mais isolados, alguns poucos barracos que já insistem em tomar parte do verde cintilante da paisagem, sinalizando futuras "comunidades".
Pensei com meus botões que deveria ser crime permitir a construção do que quer que seja em áreas de preservação ambiental. Ah! Já é considerado crime? Então por que ninguém faz nada para evitar que uma favela se forme quando tudo que dela faz parte ainda são cinco ou seis barracos? Zanga não! Perguntar não ofende – Eu só queria en-ten-der!![]()
Como diria mui sabiamente Ibrahim Sued, a quem eu pediria licença para uma modificação: "Os lobos uivam e a caravana passa
".
Domingo cinzento. Ao contrário da maioria das pessoas eu adoro dias assim. Me sinto disposta, feliz, cheia de energia. Aliás, uma coisa que sempre me pergunto é: Por que chamam o dia chuvoso de "dia feio"? Eu acho a chuva linda, adoro dias frios e cinzentos. Acho que dias assim nos convidam à instrospecção e a um mergulho interior. Na verdade, num tempo em que se cobra participação ativa das pessoas em tudo, introspecção talvez não seja um coisa muito bem-vista. Talvez seja esse o motivo.
Hoje, neste domingo cinzento, tudo que vejo da varanda do meu apartamento são montanhas encobertas pela névoa que desce rapidamente, chuva fina que cai trazendo uma nova estação que já era pra ter chegado há muito tempo. Que a nova estação traga junto com ela esperanças num Rio de Janeiro melhor, ainda que por mais que eu insista nessa velha mania de alimentar minhas esperanças, minha fé num mundo melhor, mais notícias continuem chegando, trazendo a realidade nua e crua do tráfico que se impõe, da maldade que impera e do desgoverno que insiste em reinar nesse nosso estado maravilhoso, porém entristecido.![]()
Eu só quero chocolate! (Que vengan las endorfinas!)
Estava pensando aqui: Por que as mulheres gostam tanto de chocolate?
Bom, existe aquela velha teoria de que chocolate substitui o sexo, melhor dizendo, faz com que o cérebro libere a mesma substância que é liberada após o prazer sexual. Será verdade? Sinceramente, acho que o prazer proveniente do sexo nada tem a ver com o prazer que sentimos ao saborear um chocolate. O prazer do chocolate traz, logo em seguida, um baita arrependimento. O prazer do sexo, ao contrário, traz uma prostração gostosa, com gosto de quero-mais (isso se o sexo for bom, é claro!).
Certa vez, um colega de trabalho disse que uma amandita (quem conhece? Não, não é apelido de alguém que se chama Amanda! É algo altamente calórico, que se assemelha a uma amêndoa, só que é feito de uma espécie de massa de biscoito wafer e recheado com uma massa de chocolate) equivalia a um orgasmo. Amigo, acho que você está mal de orgasmos, viu?
Chocolate é muito bom, mas sexo é melhor ainda!![]()
A turma do "enta"
Essa coisa de idade é mesmo muito engraçada. Estou quase às vésperas do meu aniversário de 43 anos e ando numa fase muito tranqüila. Até agora o tal do "inferno astral" ainda não bateu por aqui e espero que nem venha! Parece que depois que a gente entra pra turma dos 40 (o tal do "enta"), se torna uma pessoa mais maleável, mais light... Comigo tem sido assim, mas confesso que também estou muito mais chata do que era antes. Me tornei uma pessoa intolerante e exigente - coisas da idade. Será? Em alguns momentos chego a ter pena daqueles que me cercam... Sei que meus filhos, minha mãe e meu namorado aturam um bocado da minha chatice e nem sequer reclamam, mas até que não sou das piores. Ou será que sou? ![]()
Começando...![]()

Legal esse negócio de blog, não? No meu tempo de adolescente a gente sacava uma caneta, um caderninho e mandava ver! Contava-se de tudo: desde as historinhas bobas sobre aquele carinha que só de ver, já disparava o coração, até o primeiro beijo, as primeiras carícias... Ah, as carícias!!! A gente delirava só de ficar relembrando... Pronto: Ali estava nosso diário, amigo de todas as horas, de todas as paixões e de todos os infortúnios. E aí ficava sempre aquela dúvida: E se mamãe pegar esse diário e ler? Bom, aí seria o fim do mundo, até porque ela nem poderia imaginar que já estávamos naquele estágio do namoro, não é mesmo?
Hoje tudo é mais fácil: A internet está aí mesmo para facilitar as coisas e além de tudo é multitarefa: Ela pode criar as paixões através dos chats ou dos sites de relacionamento, fazer a aproximação através dos MSNs e ICQs da vida e ainda oferece as ferramentas necessárias para você criar seu próprio diário virtual. E aí você ainda pode escolher se quer ou não quer tornar pública a sua vida (amorosa ou não) e se quer ou não tornar tudo isso público e interativo, ou seja, dar aos outros (na maioria dos casos pessoas que você nunca viu na vida) a oportunidade de falar o que pensa sobre as coisas que você publicou.
Bom, este é apenas o primeiro post. Dizem que o primeiro post a gente nunca esquece. Vamos ver!


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