
Primeiro Ato
-De onde tc?
-Do micro, ora!
-Ah, fala sério!
-Tô falando.
-E esse micro fica onde??
-No meu quarto. Na minha casa.
-Engraçadinha você, hein!
-Isso é crítica ou elogio?
-Nem uma coisa, nem outra.
-Hummm… Ficou com raivinha agora?
-O q q vc acha?
-Tá bom, vai! Bora conversar direito.
-Qual a sua idade?
-34. E você?
-40. Casada?
-Sou sim. E vc?
-Casado. Mas meu casamento tá capenga. E vc? Seu marido não se incomoda de vc ficar aí batendo papo com estranhos?
-Ele não gosta, não. Aliás, ele detesta internet. Pra falar a verdade, ele nem chega perto de computador. Diz que não tem paciência pra essas coisas virtuais. E sua mulher? Não tem ciúme?
-Tem sim. Aliás, é muito ciumenta. Mas meu casamento tá capenga… não dura mais 6 meses. E seu marido?
-Vai trabalhar até tarde hj. Só deve chegar lá pelas 10.
-Hummm… Isso tá me cheirando a armação, hein! Tem mulher q é cega…risos
Segundo Ato
-Q nada. Meu marido é um santo. Por ele eu boto a mão no fogo.
-Ah, é? E por vc?
-Por mim? Ah… Eu gosto de umas aventuras de vez em qdo. Meu casamento tb anda capenga. Acho q meu marido enjoou de sexo. E o pior é q eu sou muito fogosa… Não agüento ficar sem sexo mais q dois dias.
-Ah, fala sério! Qual a idade desse cara?
-Ele tem a sua idade, mas só pensa em trabalho. Há mais de dois meses q não rola nada aqui em casa.
-Jura?
-Juro.
Silêncio…
-Me diz uma coisa… Vc já se encontrou com alguém q conheceu na net?
-Já sim… Algumas vezes. E vc?
-Eu tb. Já saí com algumas pessoas… mas foi só sexo mesmo. Nada sério.
-Vc tá tc de casa? Sua mulher não está por aí?
-Eu tô num Cyber Café perto do trabalho… Tomando coragem pra ir pra casa aturar aquela chata. Aliás, não quer vir tomar um choppinho comigo?
-Não seria má idéia… Até pq tô adorando conversar com vc. Mas não posso sair à noite. Daqui a pouco ele chega…
-Eu tb tô gostando muito desse nosso papo… Aliás, vc me parece ser uma mulher muito sensual.
-Modéstia à parte, dizem q sou mesmo…
-Hummm… tô ficando cheio de tesão.
Silêncio…
Terceiro Ato
-Psiu?
-O que é?
-Pq ficou quieta?
-Tô separando uma foto pra te mandar. Mas só mando se vc me mandar a sua.
-Combinado. Tenho uma aqui num disquete.
-Vamos mandar juntos. Um… dois… três e… já!
-Pera que chegou. Vou ver.
Quarto Ato
-Ei?
-Que foi?
-Você não tem vergonha, seu safado? Quer dizer que eu sou a "chata", né?
-Hã?
-Isso mesmo! Safado, sem vergonha, idiota!
-Não tô entendendo…
-Arnaldinho!!?? Me responde!!!
-Cristina!? Sua cachorra! Quer dizer q eu não dou no couro, né sua ninfomaníaca!? Espera só até eu chegar em casa!
Silêncio…
Silêncio…
Silêncio…

Um frio súbito percorreu sua espinha. Já havia experimentado sensação parecida quando era pequena e brincava de médico com o primo Francisco, trocando ingênuos beijos na boca. Sem língua, é claro, mas nem de longe o que sentia naquelas ocasiões era tão intenso quanto o que sentia agora. Pediu mais. Queria mais. Precisava de mais. E ele continuou. Aquela sensação percorrendo todo seu corpo, deslizando caprichosamente por cada vértebra, trazia junto a impressão de que poderia desfalecer a qualquer momento. Não. Não podia continuar com aquilo, a menos que pretendesse levar a situação aos "finalmentes". E, definitivamente, não tinha como levar adiante. Era proibido. Era pecado. Em fração de segundos, pôde ouvir novamente a voz da mãe dizendo que somente mulheres da vida faziam certas coisas. Somente meninas vadias freqüentavam motéis. E ela não era vadia. Muito menos queria virar mulher da vida. Por um breve momento recuperou a lucidez e teve vontade de sair correndo dali. Mas como ir embora se seu corpo só pedia para ficar? Como pedir que ele parasse se tudo que ela queria era exatamente o contrário?
Uma batalha interna foi travada: metade de si desejava a morte e a outra metade se entregava inteira ao que aquele homem representava. Pensou novamente na mãe. Pensou nas irmãs que casaram-se na igreja... Véu e grinalda. Uma ternura imensa invadiu-lhe a alma… Sentiu-se diferente, sentiu-se impura. Por outro lado, não conseguia ignorar o que estava sentindo e resolveu que não tinha como lutar contra aquilo. Decidiu ceder. As pernas se entreabriram e os carinhos se intensificaram. Era um turbilhão de sensações, sentimentos… Um prazer nunca antes sentido; definitivamente não fazia sentido ter que lutar contra algo tão bom. Quando deu por si, André estava por cima dela e então sentiu que nada mais havia a fazer. Nenhuma resistência seria possível. Ao mesmo tempo em que foi penetrada, sentiu que algo se desligava dentro dela, talvez um tênue laço cor de rosa que se desfazia… Perdera a inocência.
Arrumou-se diante do espelho, cuidadosamente passando o batom sobre os lábios desbotados. Ainda era uma mulher bonita, apesar de tudo que havia passado. Naquele dia tinha decidido esquecer tudo de ruim que havia experimentado em seu casamento: as traições, a agressividade, os maus tratos. A roupa era a mais discreta possível, como sempre fora sua marca registrada: peças básicas de cores sóbrias. Algumas pontas teimosas no cabelo denunciavam que estava precisando de um bom corte, mas a correria dos últimos meses e os cuidados com a doença de Adilson não deixaram tempo livre para essas coisas supérfluas.
Olhou-se uma última vez antes de sair. Sentia-se estranha, porém aliviada. Ultimamente a imagem que via refletida no espelho era a de alguém desempenhando um papel e não o seu próprio reflexo. Naquele dia, porém sentia-se incrivelmente ela mesma. Ainda não tinha se recomposto totalmente da morte de Adilson, mas jurara a si mesma que a partir daquele momento iria dar a volta por cima.
Pegou a bolsa que estava jogada sobre a cama, respirou fundo e abriu a porta da sala como quem sai para a vida. O mundo à volta parecia mais brilhante do que nunca. O verde das árvores resplandecia e incomodava a vista; por um momento a luz do sol transformou-se numa bola preta que temporariamente perturbou sua visão. Respirou fundo, fechou os olhos, fez uma pequena oração, levantou a cabeça e foi à luta. Finalmente sua hora havia chegado – decidiu que ainda era tempo de ser feliz, por mais tarde que parecesse ser. E foi.
Existem pessoas que parecem ter como único objetivo na vida baixar o astral alheio.![]()
Estas pessoas demonstram experimentar um certo prazer, um prazer quase sexual, quando tecem comentários que embaraçam ou magoam seus interlocutores.
Tais tipos, na maioria dos casos, agem como parasitas ou sanguessugas, pois costumam se sentir inferiores aos demais devido a alguma deficiência (geralmente de ordem intelectual) e dependem do outro (normalmente colega de trabalho, parente ou alguém com quem convivem) para ajudá-los em tarefas para as quais não estão capacitados. Como não aceitam sua própria deficiência e devido ao complexo de inferioridade que os atormenta, eles partem para comentários sórdidos, geralmente tocando na ferida mais funda daquela pessoa que costuma lhes ajudar, tendo plena consciência de que estão magoando o outro. Em grande parte das vezes, quando são questionados, dizem que estavam apenas brincando... e nesta brincadeira, continuam minando a boa vontade do outro.
Estas figuras estão presentes em qualquer empresa, em qualquer família, em qualquer comunidade.
Quem nunca teve alguém assim na sua cola, levante o mouse!![]()
Quero pedir desculpas pelo post deprê de hoje, mas é que este blog é minha catarse, minha análise, minha terapia e eu precisava exorcizar isso para poder dormir em paz hoje.

Existe coisa mais gostosa do que família?
Família é café da manhã num sábado agitado de primavera, é barulho de talheres tilintando, cheirinho do café feito pela mãe, pessoas queridas conversando. Família é cuidar do jardim, é colher coloridas flores, é rolar no chão com os filhos sem medo de ser feliz.
Família é domingo ensolarado, é praia, é piquenique, é aquele programa de índio que um parente inventou. É a bagunça com o irmão, é almoço em mesa comprida, é carne assada com macarrão; é aquele doce favorito que só a vovó sabe fazer.
Família é fotografia cheia de gente, é pipoca na bacia e um bom filme na TV. É a gente deitada com a cabeça no colo da mãe, é cafuné, é a declaração de amor feita de surpresa.
Família é abrigo, é carinho na hora em que falta o chão, é o colinho da mamãe, o abraço do pai, é a TV ligada na sala fazendo figuração para a conversa de todo mundo.
Família é criança correndo pela casa, é palmada no bumbum, é aniversário com bolas de gás. É parabéns pra você, é abraço apertado, é o barulho do papel de presente sendo amassado.
Família é árvore de Natal, é troca de presentes, é papel celofane; é bebê nascendo, é criança sorrindo. É o primeiro sorriso do netinho, é um carinho na hora certa, é a troca dos dentinhos.
Família é vínculo, é elo, é abraço, é ligação. Família é apreço, é amizade, é sentimento, é emoção.
Família é o alicerce da vida.
Dia desses, navegando pela internet, cheguei a uma pérola escrita por um tal Sr. Toni Florestan que me fez pensar se devo rir ou chorar por ter chegado aos 43. Ao terminar de ler, estava tão chocada que resolvi deixar uma mensagem para o cidadão. Vira e mexe entro no tal site (Associação do Senhor Jesus) para ver se o Sr. Toni já me deu uma resposta, o que nunca acontece. Aí vai o texto:
"A chamada Idade da Loba é outra invenção que, assim como no caso do homem com a chamada "Idade do Lobo" (vide artigo anterior), visa vender produtos desnecessários a pessoas que passam por períodos distintos. Na verdade, a Idade da Loba, é a chegada da Menopausa, ou o fim da menstruação, período que, assim como na chegada da primeira menstruação, provoca muitas mudanças na mulher.
O fim da menstruação marca o final da vida reprodutiva, havendo várias alterações hormonais, bioquímicas e emocionais. Solidão, depressão e outros males são os mitos que se criam a respeito deste período.
Na maioria das mulheres, a menopausa ocorre entre 45 e 55 anos, e os primeiros sinais são ciclos menstruais irregulares. Nesta fase, há grandes alterações na vida das mulheres. A própria idade faz com que a forma física seja modificada, o ganho de peso é quase inevitável e as rugas aceleram. Essas alterações causam repercussões psíquicas que talvez sejam as mais importantes nesta fase.
Muitas mulheres deixam de comentar os sintomas da menopausa com receio do preconceito que ainda paira sobre esse assunto, como se ela fosse sinônimo de envelhecimento e perda da vitalidade.
Embora esta fase traga uma série de incômodos para as mulheres, é possível ter uma vida saudável, tanto no que se refere à parte física quanto à emocional e sexual.
Não se pode dizer, com certeza, se a depressão relacionada à menopausa é realmente causada pela própria menopausa, como conseqüência das alterações biológicas e endócrinas desse período, ou se a depressão aparece juntamente com a menopausa como coincidência, ou ainda se é um agravamento de estados depressivos anteriores.
É a sensibilidade individual, possivelmente, uma das questões mais importantes no desenvolvimento da depressão na menopausa. Dessa sensibilidade fazem parte as diferenças pessoais capazes de tornar a mulher vulnerável às alterações hormonais, tal como acontece na TPM ou na depressão pós-parto.
Para um tratamento efetivo é necessário que se leve em conta a adaptação emocional da mulher à própria menopausa, os conflitos atuais e passados, e o seu perfil afetivo. Esses aspectos são muito mais importantes do que os sintomas que eventualmente surjam.
Com a queda da capacidade reprodutiva, muitas mulheres acreditam ter diminuída também sua capacidade de produção, uma vez que a maioria já está aposentada e com os filhos criados. Elas se sentem sozinhas e desamparadas. É a chamada "Síndrome do Ninho Vazio", e também do grande mito da "velhice assexuada".
A parada da menstruação é vivenciada por algumas mulheres como perda da feminilidade, pois a experiência constante e cíclica do sangramento uterino é, para muitas, dotada de grande simbolismo.
A qualidade de vida às vezes é severamente reduzida com a crença de que está "muito velha" para refazer a vida pessoal ou profissional. A auto-estima, por outro lado, é abalada quando se percebem mudanças no dia-a-dia ao se olhar no espelho, reconhecendo as marcas do tempo como uma ameaça à sua imagem corporal. A sexualidade é também vista como tabu: existe a crença de que a libido diminui com a chegada da menopausa.
Finalmente, durante a menopausa, ocorre outra profunda perturbação: o fato de o companheiro não ter um envelhecimento tão rápido quanto o seu e ainda estar atraente e fértil. Entra então em cena, o sentimento de rejeição e muitos outros sentimentos podem se misturar como conseqüência do medo de perder a juventude.
O mais importante, contudo, é se ter em mente que a menopausa não é uma doença, mas uma condição natural do corpo da mulher, que pode ou não potencializar problemas de saúde. Para isso, é necessário que as mulheres tenham mais acesso às informações sobre a menopausa, além de uma maior compreensão daqueles que compartilham de seu dia-a-dia.
Se você tem problemas com essa fase, procure ajuda médica ou psicológica.
Fiquem em paz e até o próximo artigo.
Agora vai aí o comentário que deixei pra ele:
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Fiquei impressionada com o seu texto, Sr.Toni. A impressão que o senhor passa é a de querer botar no fundo do poço as mulheres na faixa de idade citada pelo seu artigo. É lamentável que num dia em que o jornal O Globo publica uma reportagem sobre "Como chegar bem aos 100", citando pessoas que estão pra lá dos 80 em plena atividade (não só sexual, como também de vida, de disposição, de alegria), eu tenha posto os olhos num artigo tão discriminatório, tão baixo-astral e tão pesado. Enfim, gostaria da opinião de vocês sobre o artigo em questão, pois tenho a nítida sensação de que o Sr. Toni Florestan deve ter escrito esse depoimento no século passado, quando uma mulher de 40 era considerada velha. Hoje em dia, uma mulher de 40 normalmente está no auge da sua vida, é uma pessoa ativa e antenada com seu tempo. Vai à luta e, em muitos casos, tem mais disposição que muita gente mais nova. Será que eu fui excessivamente rigorosa na interpretação do texto do Sr. Toni? O que vocês acham? |
Escrevo porque tenho necessidade de libertar minhas emoções, de organizar as letrinhas que habitam em mim e que vez por outra amontoam-se, chegando mesmo a atrapalhar meu raciocínio.
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BOM DIA PESSOAL!![]()
HOJE É MEU ANIVERSÁRIO!!!
COMO A-DO-RO FAZER ANIVERSÁRIO, APROVEITO PARA ESPALHAR PARA TODO MUNDO! ESTÃO TODOS CONVIDADOS PARA A FESTANÇA QUE VAI ACONTECER AQUI NO COVIL DA LOBA!
Agora falando sério, tá? ;-) Segue abaixo o texto lindo que minha amiga Martha (Lobazinha) escreveu para mim em homenagem ao meu niver. Amiga, obrigada pelo teu carinho!
"Amiga, conheci você, numa fase de muita solidão em minha vida. Em um dos IRContros do canal COROAS. Igualmente, conheci também muitas outras pessoas. Mas com o tempo, as outras amizades foram se indo, e você foi ficando.
Criamos um canal na Internet, curtimos muito tantas coisas. Nisso tudo hoje percebo que crescemos juntas, não o crescimento da infância, porque temos quase a mesma idade, eu até sou mais velha do que você, mas o crescimento espiritual, amadurecemos, sorrimos e também choramos nossas decepções, nossas derrotas, sempre compartilhando experiências, e aprendizados.
Algumas vezes claro, discordamos mas sempre respeitamos a opinião da outra sem que isso afetasse a nossa amizade. Com tudo que já passamos, hoje posso te dizer que você é uma pessoa que admiro muito, que me ensinou muita coisa que as minhas dificuldades me impediam de ver. É uma mulher inteligente, excelente profissional, uma mãe cuidadosa e carinhosa, uma filha que se preocupa, e mesmo com algumas chateações na família, está sempre de braços abertos para qualquer um deles.
Saiba que mesmo aqui quietinha no meu canto, eu estou sempre te observando e a cada dia te admiro mais e mais.
Desejo que você continue explorando a vida sem medo de ser feliz, tirando dela tudo de bom que ela possa te oferecer, e tudo de ruim que você possa aprender.
Saiba amiga, que como um barco, nossa vida navega muitas vezes aparentemente em águas tranqüilas, mas estamos sujeitas à turbulência no mar. Quando elas chegarem, e sei que muitas já chegaram, que você possa segurar firme o leme da sua vida, tomando todo e cuidado com as correntezas que se aproveitando das nossas fraquezas nos pegam desprevenidas, fazendo com que nosso barco se desvie do rumo, quando for atingida por tempestades não se assuste com elas, assim como a beleza do arco-íris elas também passam, e aí amiga, é o momento de ouvirmos o coração, vermos nossos erros e culpas, e percebermos onde enfraquecemos nossa fé e largamos o leme de nossa vida e nos perdemos no oceano dos excessos, das cobranças, do egoísmo, do apego,dos julgamentos, não vigiamos onde queríamos chegar. E aí, é o momento de consertarmos a bússola da fé que se quebrou, limpar a sujeira da vela da alma que se desequilibrou, lubrificarmos o motor com a caridade, para que ele não nos deixe mais no meio da viagem, nas tempestades de ansiedades pratiquemos a paciência, no vento que sopra aos ouvidos tenhamos sempre o pensamento digno, no sol usemos do perdão para aquecermos o coração, e o amor para nos dar a direção. E assim, uma paz nos invadirá e transformará nossa tristeza em alegria. Alegria por nos ver saindo da correnteza, por termos resgatado nossa fé, por acreditarmos novamente na esperança, por sentirmos a presença forte de Deus dentro de nós, por termos crescido e aprendido, e termos gratidão, por estarmos sem o véu, que nos cobria a visão, e podermos ver, sentir, tocar e amar não com os órgãos do corpo, e sim, com o coração, e vivermos a verdadeira felicidade, de termos tido a oportunidade, de passar pela renovação.
Hoje Renovada, sei que você segura firme esse leme amiga, porque não é nada fácil passar pela Renovação, e levante sempre a bandeira da vida, do amor e da liberdade.
Um grande beijo, FELIZ ANIVERSÁRIO.
Paz e Luz minha irmã."
Martha
Ele, paixão.
Ela, amor.
Ele, verão.
Ela, outono.
Ele, rock pesado.
Ela, mpb.
Ele, banho quente.
Ela, banho gelado.
Ele, naturalista.
Ela, totalmente industrializada.
Ele? É devagar, devagarinho.
Ela? Puro stress, um motorzinho.
Ele, todo regrado, certinho.
Ela, desorganizada
Ele, McDonald's
Ela, Bob's
Ele, Oriento
Ela, Spoletto
Ele, 38 incompletos
Ela, 42 completos
Ele, Phil Collins
Ela, Marisa Monte
Ele, Rush
Ela, Skank
Ele, pai de duas meninas
Ela, mãe de dois meninos
Ele, puro equilíbrio
Ela, precisando de prumo
Ele, necessitando aconchego
Ela em pleno desabrochar
Ele temendo se entregar...
Com tantos desencontros, natural seria
que ambos nunca se encontrassem.
Entretanto, o destino, esse senhor cheio de caprichos
fez com que os dois destinos se cruzassem
e ele e ela se encontrassem unindo-se nas diferenças.

Hoje quero homenagear alguém que está aniversariando e, por isso, vou falar sobre amizade. Coisa mais clichê, não? Não! Amizade nunca é clichê. A palavra amizade se tornou clichê por conta de seu uso indevido de maneira indiscriminada, assim como a palavra amor.
Não gostaria de ficar aqui definindo o que seja e o que não seja amizade, mas quem tem uma boa amizade sabe do que estou falando – por mais amigos que você tenha (muito embora eu creia que grandes amigos sempre se tem muito poucos), você sempre tem aquele amigo especial, alguém a quem você confidencia suas coisas mais secretas, alguém para quem você nunca tem vergonha de abrir seu coração. Aquele que te vê de cara amassada de tanto chorar e não te ridiculariza, aquele que dá boas risadas com você e não te acha um idiota. Um amigo é alguém de quem você gosta mesmo à distância. Alguém que você nunca esquece, por mais que esteja afastado. É aquela pessoa com quem você tem inúmeras afinidades, alguém com quem você sabe que pode contar naquelas horas em que o coração está triste.
Eu tenho uma amiga assim. Estamos afastadas, é verdade, mas sempre que nos falamos é como se nunca tivéssemos estado longe uma da outra. Ela é uma pessoa especial, iluminada e bela. Vive buscando alguém que nunca encontra, mas para ela e para todos os que se encontram na mesma situação, transcrevo aqui um pequeno texto de Mario Quintana que diz tudo:
"Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você."
Amiga Marthinha, esse post é para você, em sua homenagem! Queria estar inspirada para te escrever um texto cheio de palavras lindas e final apoteótico, mas infelizmente não tenho a mesma inspiração que você tem. Queria ter para você as palavras tão sábias que você sempre teve para mim quando precisei, mas infelizmente não tenho o mesmo dom que você. Uma coisa, entretanto, não posso deixar de te dizer:
Te adoro! Feliz Aniversário hoje e sempre!![]()
Eu já escrevi muito! Já criei poemas, crônicas, contos... até livro já escrevi. Depois de algum tempo, passei por períodos de total aridez... Não conseguia transformar em palavras o que sentia. Hoje tudo o que consigo fazer fluir em minha mente são palavras soltas, emoções em forma de letras, frases que se entrelaçam e transformam-se em revelações do que sinto, em uma auto-biografia literal dos momentos que vivo. Hoje só consigo escrever sobre as coisas que vivo, medíocres historinhas de mim mesma, flashes do que consigo guardar e apreender na memória.
Escrever, no meu caso, é um exercício de auto-conhecimento, uma catarse constante que me leva a exorcizar todos os diabinhos que insistem em povoar meus pensamentos. Relatando minhas experiências, integro-me ao meu próprio universo e fico em constante comunhão com meu outro eu, com aquele meu lado que antes eu vivia ocultando de mim mesma. Escrevendo, transformo névoa em transparência, nuvens em sol, escuridão em luz. Tudo se clareia à minha frente quando ponho aqui minhas dúvidas, meus sentimentos, meus delírios.
Hoje não consigo escrever em estilo rebuscado, usando palavras complexas e tentando parecer erudita (até porque não o sou). Hoje tento buscar palavras simples que traduzam exatamente tudo que sinto, coisas que vivencio. E é exatamente isso que faço.
É bom poder compartilhar com outras pessoas as minhas histórias. Melhor ainda saber que todos os dias vêm aqui pessoas que se interessam pelo que escrevo. Ter com quem dividir toda essa emoção é muito gratificante! Obrigada por tanto carinho!


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