

Hoje fui ver Cazuza.
Não posso dizer que fui ver o filme sobre o Cazuza, porque a impressão exata que se tem é a de se ter visto o próprio Cazuza, tamanha a semelhança de gestos, voz e física do ator que o interpreta. A história da vida de Cazuza é muito bem contada, a produção cuidadosa e a vida literalmente "exagerada" que Cazuza levava em todos os sentidos e até às últimas conseqüências é magistralmente coroada pela interpretação do jovem Daniel, que não mediu esforços para chegar ao Cazuza que interpretou na telona.
Taí uma dica pra quem ainda não foi ver! Belo filme!![]()

Em homenagem ao Dia dos Namorados, resolvi compartilhar com vocês este texto interessante da escritora Martha Medeiros. A amiga que me enviou considerou-o radical. Eu disse a ela que concordo, mas que também são radicais todas estas "regrinhas" citadas no texto a que nos submetemos desde sempre, para falar a verdade, desde que nascemos. Gostaria da opinião de todos - solteiros, namorados, casados, juntados, divorciados, enfim, todos os que vão e os que não vão comemorar este dia na companhia de alguém especial, lembrando sempre que a pessoa mais especial com quem você deve estar, não só neste dia, mas em todos os outros, é você mesmo, por mais piegas que isso possa parecer!
Um beijo e boa noite!
Sacanagem
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- Pois é, Rosa... Eu estava justamente pensando nisso. Mas infelizmente não posso nem pensar em tirar férias agora. Tenho quatro processos em andamento no forum e se eu sair do Rio de Janeiro, a coisa enrola de vez. Não, Rosa, infelizmente ainda não vai ser agora...
- Mas, Dr. Arnaldo, eu nem tava falando de férias, não. Eu falei em lazer por aqui mesmo. Sei lá, sair pra tomar um chopinho, bater papo, ver o por-do-sol... Todo mundo precisa dessas coisas.
- Eu sei, Rosa. Mas é que meu tempo já é pouco pras coisas que tenho que resolver, sabe? A Cristina vive reclamando que não dou atenção a ela. Meus filhos vivem me cobrando minha presença. Minha vida está de pernas pro ar...
- Então, Dr. Arnaldo... Mais um motivo pro senhor dar uma relaxada. Ninguém pode viver assim durante muito tempo. Pense nisso, tá?
- Tá bom, Rosa. Prometo que vou pensar no assunto.
- Mas pensa com carinho, tá?
- Vou pensar sim, Rosa.
Trimmmmmmmmmmmmmm
Trimmmmmmmmmmmmmm
Trimmmmmmmmmmmmmm
- Garrido & Proença Advogados Associados, boa tarde!
- Rosa?
- Sim, Dona Cristina.
- Meu marido está?
- Está sim. Um momento que estou passando a ligação.
- Doutor Arnaldo, Dona Cristina na linha 1.
- Fala, Cristina.
- Amor, precisamos conversar sobre o nosso relacionamento.
- Que ótimo! Era tudo que me faltava agora! Como é que você prefere? Via ICQ, Messenger ou quem sabe criamos uma comunidade virtual no Orkut, intitulada "Discutindo sua Relação"? Como você prefere?
- Poxa, amor, você não era assim comigo! Eu só quero é conversar com meu maridinho, ao vivo e a cores! Você não acha que a gente precisa mesmo conversar?
- Tá bom, Cristina. Logo mais, quando eu chegar em casa a gente conversa. Mas se você sequer mecionar a palavra "internet", saiba que vou sumir de vez!
- Credo, Arnaldinho! Até parece que eu só falo nisso!
- Cris, agora tenho que desligar, amor! É sério! Tô cheio de coisa aqui pra resolver.
- Tá bom, meu amor! Te espero logo mais! Um beijo.
- Outro.
Mais tarde...
Blim blom
Blim blom
- Ué? Esqueceu a chave, é?
- Esqueci no escritório.
- Tudo bem? Você tá estranho...
- Tudo bem. Muito cansado, só isso.
- Jura que não tá aborrecido comigo?
- Cristina, quando estou aborrecido com você, eu costumo falar...
- Então por que tá assim?
- Assim como, Cris? Já falei que tô cansado. É só.
- Poxa, você anda tão estranho comigo... Não percebe que eu preciso de carinho, amor... sexo? Arnaldinho, a gente não transa mais! Caraca, tá difícil de levar isso, sabia?
- Cristina, não dá pra gente conversar mais tarde? Eu acabei de chegar, tô cheio de dor de cabeça, coisas que preciso resolver por telefone... Dá pra gente conversar mais tarde?
Silêncio...
- Tá bom. Fazer o que, né? Posso fazer só mais uma perguntinha?
- Tá bom, Cris. Faça.
- Eu sou a culpada? Você não me quer mais porque não sente mais tesão por mim? É porque engordei 1Kg desde que nos casamos? Mas, amor, eu tenho me esforçado! Ultimamente não saio da academia! Tenho malhado 3 horas por dia e...
- Chega, Cris! Por favor. Me deixa descansar a cabeça!
Silêncio...
- Tá bom. Então a gente conversa mais tarde, né?
- Isso. Mais tarde, Cris.
2 horas mais tarde…
- Arnaldinho, não acredito que você dormiu sem que a gente conversasse!
- ZzzzzZZZZzzzzzZZZZZZzzzz… Deixa pra amanhã, Cristininha… Tô caindo de sono…
- E não é que ele dormiu mesmo? Bom… já que ele dormiu… posso ficar na internet!!!
Minutos depois…
- De onde tc? Eu sou solteira e estou sozinha em casa…
Só quem pare palavras talvez seja capaz de compreender a dor que dá bem aqui dentro ao vermos nossos versos modificados em um outro blog, sem qualquer crédito que mostre que eles são nossos. Versos e prosas são como filhos paridos pelo nosso coração, pela nossa mente, frutos da experiência individual de quem os pariu, das histórias de cada um, daí que fica meio estranho ver as nossas palavras sendo usadas como se fossem filhos de outra pessoa. Complicado isso.![]()
Ontem tive a infeliz surpresa de constatar que usaram um poema meu (e eu raramente os faço, sou mais chegada às prosas) num outro blog, modificando apenas uma ou outra palavra. Gente, pra que isso? Falta de criatividade? De competência? Então, se gostou, que pelo menos me pedisse licença para lançar mão dele e usar em seu próprio blog. É o mínimo que uma pessoa com senso de ética faria.
Sou relativamente nova nesse negócio de blog, mas sou uma pessoa que respeita pra caramba o outro e, por isso, tenho certeza de que jamais lançaria mão de algo que não fosse meu ou de minha autoria. As imagens que uso em meu blog são devidamente identificadas para que todos saibam de onde saíram (basta colocar o mouse em cima da figura e o link para o site de onde as tirei irá aparecer) e se algum dia eu precisar usar um texto de alguém, com certeza vou solicitar autorização do autor. Por isso, vou ser muito sincera em dizer para vocês que essa descoberta me desconcertou… Me deu vontade de parar o blog por aqui e nunca mais publicar nada. Deixar meus escritos no lugar de onde nunca deveriam sair – minha própria cabeça.
Talvez eu esteja sendo injusta, sei lá… Hoje em dia os valores andam tão invertidos que talvez esse tipo de atitude esteja certa e eu nem saiba. Mas é a maneira como aprendi – o que é do outro não me pertence e eu tenho que conquistar minhas próprias coisas se as quiser ter.
Enfim, me desculpem pelo desabafo! Um beijo e uma ótima semana pra todos!
Quem quiser conferir, o poema copiado foi "Diferenças", publicado por mim no dia 19/5/2004 e a cópia/adaptação está no blog "Conversa de Mulheres" (http://cherryblog.zip.net/), postado em 05/06/2004.![]()
- Arnaldinho, você me perdoa?
- Claro que perdôo, amor. Mas que isso não se repita, tá, bebê?
- Tá bom... Mas eu fiquei muito triste por você ter me chamado de chata.
- E eu fiquei muito triste ao saber que minha mulher anda tendo aventuras com pessoas que conhece na internet.
- Mas, amor, eu já te expliquei que eu nunca saí com ninguém! Era só virtual mesmo! Papo virtual, amizade virtual... Tá bom, tinha sexo virtual também! Mas era virtual, poxa! Nunca toquei em ninguém! Você continua sendo o único homem da minha vida! Eu só falei aquelas coisas pra impressionar o cara... quer dizer, você! Não, o cara com quem eu tava conversando e que no final das contas era você. Ah, você entendeu, né?
- Tá bom, vou esquecer esse episódio surreal e quero que você também esqueça que eu cheguei perto de um computador pra conversar com alguém. A partir de agora, vida nova!
- Tá bom, vida nova! Mas essa vida nova inclui sexo, certo? Porque eu não vou aceitar nunca mais ficar dois meses sem transar! Você sabe como eu gosto da coisa, né?
- Claaaaro que sei... Aliás, você continua tão sensual como quando nos conhecemos... Uma gostosa!
- Você acha mesmo, Arnaldinho?
- Se eu não achasse, não falaria.
- Mas a gente tava sem sexo há mais de dois meses! Não entra na minha cabeça que alguém goste do outro sem ter vontade de transar!
- Cristininha do meu coração... Sei que andei muito errado contigo, mas é que estava num pique danado de trabalho. Você sabe o quanto me envolvo com os problemas lá do escritório e acabo não tendo vontade pra mais nada. Mas te prometo que isso vai mudar!
- Então, tá! Vou acreditar em você, viu? Me dá um beijo bem gostoso pra comemorar essa nova fase.
- Dou sim, mas antes também quero falar sobre uma coisa que muito me incomoda. Essa tua mania de internet é um saco, Cris! Você tem que dar um tempo nisso, parar de ficar de papo com esses amigos virtuais aí... Criativo-RJ, Senhor-dos-Desejos, Homem45RJ, CheioDeAmor-2004, Fulaninha-35, GostosaDoRio... Babaca-não-sei-de-quê, Panaca-não-sei-quê-lá! Tô de saco cheio dessa gente, viu?
- Tá bom, minha paixão! Pode deixar que vou me afastar de vez desse negócio de internet. Tudo pelo nosso relacionamento!
- Então, ótimo! Sabia que te amo muito?
- Adoro quando você fala assim... Eu também sou louca por você...
Beijos
Beijos
Beijos
- Benhê... posso te pedir uma coisa?
- Pede tudo que você quiser, minha gata!
- É que eu tenho muitas fantasias, você sabe, né?
- E como sei... Suas fantasias sempre me colocam em maus lençóis! Não quero mais brincar disso, não! Tudo, menos isso, amor! Lembra daquela vez que você inventou de conhecer um clube de swing e acabou brigando com a mulher daquele casal com quem ficamos papeando?
- Ahhhhh! Mas é claro, né? A mulher começou a dar em cima de você descaradamente! Já estava quase te tascando um beijão na boca! Você sabe que eu sou ciumenta, né, Arnaldinho?
- Mas, Cristinha, aquilo era uma casa de swing! E a idéia de ir até lá foi sua! E você sabia exatamente o que as pessoas fazem num clube de swing, não sabia? Não me esqueço o vexame que passei quando chamaram a polícia porque você estava enchendo a mulher de porrada no banheiro!
- Mas, amor, tenho certeza que dessa você vai gostar! Eu tava pensando... Eu sempre tive a maior vontade de fazer sexo com um estranho... Alguém que eu nunca tivesse visto na vida. Daí eu tava imaginando que a gente podia entrar num bate papo na internet, cada um num computador e fingir que não nos conhecíamos. Daí você...
- Cristina... Cristina, minha mulher! Você realmente pirou de vez! Tô fora!
- Calma, Arnaldinho! Vem cá, volta aqui! Arnaldinhooooooooooooooooo!


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