Infinitos Instantes

Infinitos instantes

são esses em que me questiono sobre as coisas da vida.

Infinitos instantes

são esses em que nada mais importa a não ser meu mergulho interior.

Infinitos instantes

são esses em que me entrego e me integro ao meu próprio eu.

E nada mais (re)conheço além das profundezas de

minha própria alma.



- Postado por: LobaMorena às 13h27
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Mais um blog

Amigos,

Vocês se lembram da minha amiga Renatinha, aquela que postou aqui um lindo conto?  Pois é!  Ela e eu criamos um novo blog!  Calma, pessoal!  O Covil aqui continua a todo vapor!  Só que agora temos também o Letras de Duas, um espaço onde pretendemos transformar letras em emoções e vice-versa.  Queremos muito que vocês nos façam uma visitinha lá também e nos prestigiem com este carinho imenso com que tenho sido presenteada aqui!

Um beijo bem grandão!



- Postado por: LobaMorena às 20h13
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Um textinho de Arnaldo Jabor pra descontrair...

A bunda dura

Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!

Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

  1. Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra.

  2. Na moda: Estilo pessoal, pra ela, é o que ap! arece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar "desarrumada" nem enquanto estiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo!

  3. Sorriso incessante: Ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipática com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que pra perfeitinha, não existe. Aliás,ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.

  4. Bunda dura: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico(isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na p! orção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem HORROR a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão. Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus...

Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e,às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua.



- Postado por: LobaMorena às 13h46
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Vazio

 

Minha mente anda vazia...

Quando olho dentro de mim

vejo palavras que se desfazem

transformadas em pequenas letras

desconexas e irritantes.

Em vão, tento alcançá-las

Mas elas, como num levante

contra a minha inspiração,

fogem pra bem longe...

 

Minha mente anda vazia...

Preciso resgatar aquele precioso fio da meada

Aquele que fazia a emoção fluir

Transformando letras em tudo.



- Postado por: LobaMorena às 09h45
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




Mais um conto...

Segue abaixo um conto escrito pela minha amiga Renata.  Ela é escritora de mão cheia e já a incentivei a criar um blog, pois tenho certeza de que ela tem muito a postar.

Renatinha, um beijo enorme pra vc!


Regina Célia era uma dona de casa comportada. Com seu coque no alto da cabeça, vestido azul-marinho, não podia ter postura mais clássica. Casou-se aos quinze anos para se ver livre da autoridade paterna, mas logo percebeu que apenas transferiu o poder ao marido machista. Seu sonho de trabalhar, construir, foi logo por água abaixo quando se viu a sós com Ricardo. Homem altivo e de pouca conversa, escondia atrás dos óculos fundo de garrafa uma infância complicada, adolescência traumática e agora na fase adulta acumulava frustrações que descontava na pobre mulher conformada com a condição de dependente, mal-amada e infeliz.

 
Enquanto caminhava para o mercado da pacata cidade de Ribanceira do Norte, Regina pensava na sua vida sem perspectivas, sem qualquer emoção. Pensando assim seguia em frente sem prestar atenção à mudança do vento.
 
É que nessa cidade o que todos mais comentavam era que quando o vento mudava de lado, algo importante acontecia. Todos ficavam apreensivos, já que haviam constatado a cura de moribundos, a morte de outros bem vivos, nascimentos fora de época e com pais desconhecidos e nunca sabidos... E muitos outros fatos irrelevantes, mas de extrema importância para aquela população carente de novidades, de informação. Viviam como numa aldeia, com suas regras próprias, muitas vezes o meio de sobrevivência era através do escambo. As mulheres, em sua maioria, submissas e servis e os homens só conheciam uma forma de diversão: o cabaré da cidade, que reunia cinco ou seis raparigas rejeitadas pela população "decente" e de "bons princípios".
 
Regina entrou no mercado procurando o leite que Ricardo estava acostumado a tomar todas as manhãs pingado com dois dedos de café. Tudo girava em torno dele. Se fosse pega de surpresa com uma pergunta simples a respeito de um gosto seu, certamente não saberia responder. No entanto, gabava-se de saber tudo a respeito do seu marido.
 
Já conhecia de cor a fileira onde encontraria o artigo que procurava, mas assim mesmo caminhava como se fosse a primeira vez que entrava naquele mercado, a não ser pelos cumprimentos que recebia de um ou outro que cruzava seu caminho.
 
De repente algo chamou sua atenção: algo não, alguém. Um homem de fino porte, do alto dos seus quarenta e cinco anos, visivelmente estranho à cidade. Fácil constatação pelo modo de andar, vestir e logo pode distingui-lo pelo modo de falar. Sentiu-se momentaneamente atraída pela figura serena que estava parada à sua frente numa indecisão sem explicação.
 
O homem a olhava fixamente como se fosse despi-la no próximo momento e Regina Célia sentiu-se totalmente perturbada frente à emoção que pela primeira vez experimentava.
 
Com Ricardo era tudo automático. Acho que vocês entendem o que quero dizer... Ele deitava  por cima dela, gemia, se movimentava, gemia... acendia um cigarro e dormia. Era sempre assim às segundas-feiras. Ela nunca entendeu bem a razão daquilo e acabou desistindo de entender...
 
Mas agora, naquele minuto, com um estranho à sua frente, Regina imaginava e seu pensamento ia muito longe, experimentando sensações nunca antes conhecidas. Sentiu-se umedecer e corar simultaneamente. O homem a olhava e ela... ela o desejava mais do que tudo. Esqueceu-se do leite, do marido insosso que a esperava, do que Ricardo gostava e naquele instante, dentro de um mercado, frente a um estranho, era apresentada ao prazer, na sua mais dilatada forma.
 
Sentia queimar e não teve a menor vontade de controlar... a culpa, outrora tão íntima, entendia agora que já não lhe pertencia. Culpa e prazer não mais combinavam.
 
Imóveis frente a frente o casal cruzou um derradeiro olhar que transformou para sempre a vida dessa pacata dona-de-casa.


- Postado por: LobaMorena às 20h54
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




A Criação do Amor

 http://www.paulistasul.org.br/departamentos/mpessoal/ebiblico/sites/12/thumb11.jpg

No princípio era o sexo.

E tudo girava em torno dele

E corpos se esfregavam e se entregavam

Sem qualquer laço de sentimento.

Então Deus disse:  "Faça-se o Amor!"

E o amor foi feito,

possibilitando que dois corpos

que antes apenas se entregavam

sem reservas ao pecado original

se tornassem um só

No sétimo dia Ele descansou

Feliz por ter criado

à sua imagem e semelhança

O mais nobre dos sentimentos.



- Postado por: LobaMorena às 20h06
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________




E agora, Arnaldinho?

Nando convidou-a para sentar-se. Cristina estava especialmente linda naquele dia. O decote provocante fazia com que Nando não tirasse os olhos de seus seios e ela sentia-se mulher como há muito tempo não se sentia. Ele a olhava com insistência e ela, ainda meio sem graça, fugia dos olhos dele. Procurava por assunto e não encontrava. Buscava palavras e elas não vinham. Sem que outro assunto mais interessante lhe ocorresse, perguntou se ele gostava do perfume que ela estava usando e puxou os cabelos de maneira graciosa exibindo a nuca para que ele cheirasse. Pronto! Essa era a deixa que Nando estava esperando para poder se aproximar mais. Encostou o nariz e lentamente aspirou aquele cheiro delicioso de mulher… "Você é muito mais linda pessoalmente". Ela estremeceu e pensou no quanto ele também era muito mais gostoso ao vivo e a cores…

Sentia a respiração dele em sua nuca e deliciava-se com aquele novo mundo de sensações que Nando estava representando para ela. Ele deu alguns beijinhos em seu pescoço e dali partiu rumo aos lábios úmidos e sensuais de Cristina, que se ofereceram entreabertos a um beijo longo e provocante. Ela já sentia uma quentura se espalhar por todo o corpo e ao mesmo tempo em que a mão dele percorria suas pernas por baixo da mesa, sua resistência ia sendo minada por aquele homem que a tocava de maneira ímpar. As mãos dele iam se tornando a cada minuto mais audaciosas e a cada toque ela sentia-se incendiar por dentro. O barzinho já estava ficando pequeno demais para os dois. Ela percebeu que estavam sendo muito ousados para o local, notou alguns olhares voltados para eles, mas no fundo lhe agradava aquela exibição toda. No momento em que suas mãos perceberam o quanto Nando estava excitado, lembranças de uma época começaram a invadir seu pensamento. Um inesperado filme começou a rodar em sua mente, trazendo à tona lembranças do dia em que ela e Arnaldinho transaram pela primeira vez.

Tudo aconteceu após um jantar em uma noite de verão. Durante o jantar, Arnaldinho, que ainda estava meio tímido, sentiu um dos pés dela tocando suas coxas por baixo da mesa. A sensualidade estava no ar e ambos transpiravam tesão. Ele sorriu, piscou o olho para ela, que se levantou e foi até o banheiro. Na volta, aproximou-se dele, segurou carinhosamente suas mãos e colocou nelas a minúscula calcinha que estava usando. Ele levou-a até o nariz, cheirou-a como se estivesse aspirando o mais caro perfume francês e guardou-a no bolso. "Cris, vamos sair daqui. Eu quero você agora.". Dali saíram para uma noite maravilhosa a partir da qual foram se descobrindo totalmente apaixonados e envolvidos.

Ela voltou à realidade no momento em que Nando a convidou para que saíssem dali. "Cristina, vamos pra outro lugar?". Ela levantou-se, foi ao banheiro. Ao voltar, deu um beijo na ponta do nariz de Nando e segurou as mãos dele com carinho. Olhando em seus olhos, ela disse o quanto tinha sido bom estar ali com ele, mas que agora precisava ir embora a fim de tentar resgatar uma coisa muito especial. "Me desculpe, Nando". Antes que ele, perplexo, pudesse dizer qualquer coisa, ela levantou-se e saiu apressadamente em direção ao carro estacionado.

Em Brasília, Arnaldinho despedia-se do cliente com quem fora jantar. Já dentro do táxi em que se dirigia ao hotel, pensou na vida que estava levando ao lado de sua mulher. Sentiu-se culpado por estar tão atarefado ultimamente que mal podia lhe dar atenção. Cristina era uma mulher bonita e atraente, a mulher por quem ele um dia se havia apaixonado. Resolveu que estava na hora de se darem mais uma chance. Pegou o celular.

- Cris, preciso muito falar com você. Vou pegar o primeiro vôo de amanhã pro Rio.



- Postado por: LobaMorena às 21h00
[ ] [ envie esta mensagem ]

______________________________________________







Histórico:

- 01/03/2005 a 15/03/2005
- 16/02/2005 a 28/02/2005
- 16/12/2004 a 31/12/2004
- 01/12/2004 a 15/12/2004
- 16/11/2004 a 30/11/2004
- 01/11/2004 a 15/11/2004
- 01/10/2004 a 15/10/2004
- 16/09/2004 a 30/09/2004
- 01/09/2004 a 15/09/2004
- 16/08/2004 a 31/08/2004
- 01/08/2004 a 15/08/2004
- 16/07/2004 a 31/07/2004
- 01/07/2004 a 15/07/2004
- 16/06/2004 a 30/06/2004
- 01/06/2004 a 15/06/2004
- 16/05/2004 a 31/05/2004
- 01/05/2004 a 15/05/2004
- 16/04/2004 a 30/04/2004






Outros sites:

- As Cartas de Elise
- Borboletinha Azul
- Cadeira de Balanço
- ClauBlog
- Condomínio Brazil
- Colcha de Retalhos
- Correndo Atrás do Vento
- Das Montanhas
- Drops da Fal
- Entre Nós e Laços
- Espaço Ka
- Cuecas e Calcinhas
- Eu, Caçador de Mim
- Fala Poética
- Íntima Loucura
- Letras ao Acaso
- Letras de Duas
- Mulher de 30 e poucos
- Mulheres de Trinta
- NA Idade da Loba
- Nó na Cuca
- Notas de Um Velho Safado
- Palavras ao Vento
- Ponto Gê
- Proseando com Mariza
- Rasuras Sobreviventes
- Saudade do Futuro
- Território do Lobo
- Mundo da Sandrinha
- Alma Transparente


Votação:

- Dê uma nota para meu blog

Indique esse Blog


Contador:

Eu estou no Blog List O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil






Layout por