Queridos amigos e leitores do blog:
Já há algum tempo estou numa fase em que não consigo mais escrever nada. Não sei o que se passa comigo. Não consigo decifrar o que me faz viver esse momento de total aridez de palavras e, enquanto essa esterilidade perdurar, vou ficar um pouquinho ausente daqui. Meu grande problema é que quero escrever prosas - essa é a minha praia e sempre foi o meu grande barato - meu negócio é escrever contos, relatar trechos da vida comum, falar sobre mim, entretanto, ultimamente só consigo fazer poesias e, sinceramente, odeio minhas poesias. Sei que se eu sentar em frente a tela de blogar, tudo que vai sair são poesias toscas e medíocres e sendo assim, prefiro nada escrever, esperar o momento certo de voltar a ser eu mesma.
Quando o momento do reencontro acontecer, eu aviso a vocês.
Obrigada pelo carinho e pelas visitas!
Lala - LobaMorena
Por estar a autora do blog sem inspiração, por ter acabado de perder um post recém-colocado sobre Arnaldinho e Cristina e por amar de paixão as poesias deste grande poeta, peço licença a ele, onde quer que esteja, maravilhoso Manuel Bandeira, para postar aqui a primeira poesia de verdade que li na vida e que fez com que me apaixonasse por tudo que ele escreveu. Aí vai:
Neologismo
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“Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
intransitivo:
Teadoro, Teodora."
Previsão do Tempo no meu Coração

O frio que tua ausência deixa por aqui
Multiplica-se com o frio que faz agora.
Treze graus lá fora.
Zero grau no meu coração:
Neste momento neva lá dentro
E ele congela de saudade.


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