Estava assistindo à final Brasil x Itália de vôlei masculino. Vibrei, me emocionei e chorei junto com milhões de brasileiros e estava pensando nos brasileiros que estiveram perto das medalhas e as perderam, como por exemplo, Daiane dos Santos. Creio que o grande problema é que a nação brasileira coloca muitas esperanças em cima de seus atletas e isso os sobrecarrega de responsabilidade, fazendo com que acabem "fracassando".
Na verdade para a maioria dos países uma medalha é apenas mais uma medalha. Para o povo brasileiro uma medalha significa muito mais que isso: É sinônimo de esperança, de dias melhores, de volta por cima. Significa que pelo menos em algum aspecto somos melhores que os outros. Para o brasileiro, esse povo sofrido, a medalha tem algo de mágico, traz de volta a alegria da infância, o encanto do presente de Natal mais que esperado na noite do dia 24, o sonho de que um dia as coisas por aqui sejam diferentes.
Comemoremos, pois, a melhor campanha do Brasil na história das Olimpíadas e continuemos torcendo pela melhoria na vida de cada brasileiro, esperando pelo dia em que uma medalha será apenas mais uma medalha e não a salvação da pátria!
Meus amigos,
Quero muito agradecer os comentários que tenho recebido de cada um de vocês. Depois que escrevi aquele post sobre meus filhos, andei observando-os. Eles crescem a cada dia, mas na verdade não estão assim tão afastados quanto eu pensava, pelo contrário, em muitas situações eu é que tenho que dar aquele empurrãozinho, como uma ave que incentiva com o bico os filhotes a partirem para o primeiro vôo, sabem como é? E estou chegando à conclusão de que é muito saudável ajudá-los neste processo ao invés de me lamentar achando que os estou perdendo. Não sou eu quem os perde, mas o mundo quem os ganha. Essa é a lei da vida que os animais entendem tão bem e que para nós, seres humanos, é tão difícil de entender.
Ontem pela primeira vez deixei meu filho de 11 anos na porta do edifício onde fica a psicóloga dele, às 7 da noite e dali parti para a faculdade. O coração apertou, pois o consultório fica no 11º andar e sempre fica aquela sensação de que algo pode acontecer. Pelo sim, pelo não, deixei um celular com ele para que me ligasse assim que chegasse dentro da sala e assim ele fez. Uma gracinha. Fiquei orgulhosa quando atendi meu celular e ouvi a voz dele: "Mãe, cheguei"... e ele ficou se sentindo um verdadeiro adulto pela confiança que tive na capacidade dele de andar pelos próprios pés. Depois o pai foi buscá-lo e ele contou, todo feliz, que subiu sozinho. Pode não parecer, mas para eles isso dá uma baita auto-confiança.
Eu sempre digo que seria ótimo poder manter os filhos dentro de uma redoma durante toda a vida, mas isso não é possível, então só nos resta prepará-los para a vida da melhor forma possível.![]()
Um beijo e obrigada pelo carinho!


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